diáfano

January 8, 2014 § Leave a comment

do milhafre o grito e o sol
da montanha, os barcos
que voam os deuses,
os astros embarcados nas
naves dos olhos, a ave
na luz da minha lua,
tua no templo do sol
iluminado no meu peito,
das paredes o empíreo, o barro
nas letras levitadas, esculpidas
no sangue das poeiras
inatingíveis do horizonte,
venturoso do amor
imperecível, do fogo a lagarta
que desliza a pedra, nua
que embrandece a pele,
desvenda o âmago, a sede
das manhãs escaldantes,
o horizonte resgatado
no tempo do silêncio
deserto, sonho
das almas geminadas

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