culto

January 15, 2014 § 2 Comments

Serei porventura
do culto a cadência,
o tempo da luz
no movimento angustiado
dos templos,
das aranhas o espaço
do veneno,
a dormência da teia
na veemência da prece

Serei porventura
do casulo emudecido
a dança das poeiras
na lonjura das lianas,
as caudas dos macacos
no alvoroço dos gritos,
o instinto voraz
na metamorfose
dos credos

Serei porventura
tua, do sol
e do deserto a alma
completa na singeleza
do barro, o espaço
castigado do linho,
a pele ajoelhada
de poeiras,
veleidade
despedida de rajadas,
destroçada de dunas,
trémula
nas tempestades cegas,
assobiadas,
nas faces despedidas
das areias

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