leda

January 17, 2014 § Leave a comment

nos dias gatafunhados
de letras que não desvendo,
não leio e não escrevo,
desenho numa folha
um sonho, de um dia
um cavalo negro

e fico todo o tempo assim,
curvada, parada sobre
o esquisso, a cavalgar
de júbilo a madrugada
no meu colo, o peito
na braveza dos cascos,
no batimento alvoroçado,
de tanto que gosto
dele e o vejo belo,
na noite dos meus olhos,
se os tenho ou não fechados,
dele cavalo negro,
dele luzidios,
que até lhe cresço
ao acaso umas asas
negras,
de serem assim escuras
as minhas penas

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