escuro

January 24, 2014 § Leave a comment

só me apetece o silêncio
só me apetece a solidão
o tempo vazio do que penso
e as vozes caladas
que clamam dentro,
apavoram-me,
que corro depressa
a boca a calar-me,
o corpo a deter-me
de mim que me fujo
e não consigo alcançar-me,
noite que sou no escuro
que não me enxergo,
sequer o corpo pressinto
no espaço que passo,
a distância infinita
que sou de mim o tempo
esparso que durmo,
de achar-me assim de mim
tresmalhada na vida
perdida e louca e triste
a morrer-me viva,
suavemente

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