Planeta 127

October 11, 2015 § 1 Comment

127

Esfrangalha o tule no óleo das madrugadas
Chicotadas de mercúrio, de pele e muco

Talvez seja nesse tempo uma fada verdadeira
Oculta sob o código da saia, uma rameira
Levitada do nada, no firmamento dos ossos
A explodir da boca escancarada uma estrela,
Um planeta habitável na órbita desconhecida
E um chicote de línguas súbito pela galáxia,
Repetido, convulso, escorrido de membros,
Lambido de vidros, cicatrizado nela, estrábica,
Escorrida e húmida de chuva, presenteada,
Estuprada de pele, de túneis e de medos

Talvez saiba já e não saiba ainda, a fórmula
Mágica e bêbada de espasmos e de segredos
Revolva por isso possuída a tara encapelada,
Deleitosa, o mar febril dos gestos que a despem,
As mãos que a estraçalham, depois a tecem

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§ One Response to Planeta 127

  • Luís Pedro Viana says:

    Talvez…
    o poema dê em
    Início da conversa com as

    Palavras de Luís Pedro Viana

    O meu apetite!
    Como estou “em ti” e gosto de Amoras…
    as Ostras são afrodisíacas e Paris é Luz
    – Rasgo o vestido/
    ponho a luz no canto/
    um leve aroma Chanel/
    rodopiam os sentidos/
    o abraço apertado e sensual/
    a boca de cena pedindo versos/
    o tempo esquecido/
    em idades prontas/
    Cleópatra e Marco António é história/
    nesses amores, não se passou nada/
    só Tu e Eu agora/
    Paris, Paris, Paris…é só amanhã/
    com gosto de Amoras.

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