astrolábio

October 18, 2015 § Leave a comment

sea

Nos dias fastidiosos, zarpo de mim os navios,
Trepo o mastro e dispo da amarra o vestido

Que me importa o leme, se as velas?
Se mergulho nua, descabelada as marés

Que me interessa o cosmolábio, se o peito?
O farol resvalado no estrabismo da rota

Abalo o meu casco na náusea do berço

Isso, nos dias morosos pela minha pressa

Porque o mar é distante e fundo na minha ilha
É salgado e doce, carnívoro no meu sangue

Porque parto sem saber se aporto, se adormeço,
Se regresso incólume as vértebras na quilha

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