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November 8, 2015 § Leave a comment

brisa

tenho uma brisa num vaso
na minha casa em ruínas
é nessa brisa que voo
meu corpo pelo telhado
no bico dessas esquinas

e uma asa na boca
se o vento crescer deste lado

e a parede que escorre
de fendas pelo empedrado
é o meu andaço que chove
dum varandim recuado

e a minha língua que treme
as asas pela fachada
é essa ave que morre
em mim a dor transpirada

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