rito

January 12, 2016 § Leave a comment

rito

Amo pessoas como careço de chuva
Para purgar as pedras do meu fundo,
O fundo embriagado da minha terra,
Aves debruadas de nuvens e caravelas
De seda e músculo, sanguínea, cardíaca,
Burilada de instinto e de medo
Os sulcos mapeados por onde não passo
Enrubescida as noites pelos dias
Como se amando no peito renunciasse
Toda a água de transbordar a fonte
E a dor na asfixia me privasse
Do jorro da nascente que não bebo
Do amor que transpiro e não faço

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