.

March 2, 2016 § Leave a comment

sangrentas

o silêncio escreve frases completas
na distância da proximidade perfeita

deixo-me no sossego das coisas
embalada de relógios naturais

as noites misturadas de dias
ausentes dos limites e dos abismos

a tangência a pertença possível,
a dúvida a plenitude perfeita

dos ponteiros as horas inexistentes,
do relógio inventado a verdade pura

não existem compassos para o tempo
nem nomes pronunciáveis

de nada vale tentar o inexplicável,
traduzir dialetos alienígenas

calo-me e digo o que não sei,
distancio-me e pertenço ao desconhecido

a viagem é quando me esqueço,
a estância um embuste qualquer

Advertisements

Where Am I?

You are currently viewing the archives for March, 2016 at Lector.