rete

July 23, 2017 § Leave a comment

vejo algumas vezes o amor no lago abstraído dos teus olhos

se mergulho peixes daqui para aí
se vão ao fundo e voltam
não me dizem
fica no segredo do amor

também
como nadaria eu os teus peixes dentro dos meus lagos tristes
caso os houvesse?

que lhes daria de comer à superfície turva da minha fome?

penso nisto e nos cardumes possíveis e quase cego

não fossem as tuas pálpebras fecharem-se logo
não restariam peixes
ou outra qualquer humidade para a cenestesia líquida do amor

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