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October 27, 2017 § Leave a comment

plantar barcos de flores em agras de viagem
apenas para singrar nos olhos as marés
içar corolas à boca solar do desconhecido

depois, talvez numa nuvem prenhe
na lambedura espumosa de um mastro
entenda deus um caule afiado de raiz temerosa

e apenas de sentir-se assim desconsiderado
chova enfartado qualquer estrela sobre o convés
retempere o campo do peito semeando-o de luz

e o vento de feição restaure de verde a maresia
a fé nas mãos sinistradas do estaleiro do amor

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