leda

January 18, 2018 § 4 Comments

nos dias gatafunhados
de letras que não desvendo,
não leio
e não escrevo,
desenho numa folha um sonho
de um dia um cavalo negro

e fico todo o tempo assim,
curvada, tombada sobre o esquisso,
a cavalgar de júbilo
a madrugada no meu colo, o peito
na braveza dos cascos,
no batimento alvoroçado,
de tanto que gosto dele
e o vejo belo,
na noite dos meus olhos,
se os tenho ou não fechados
dele cavalo negro,
dele luzidios,
que até lhe cresço ao acaso
umas asas negras,
de serem assim escuras
as minhas penas

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